Paróquia

Comunidade Matriz Cristo Rei

Comunidade Matriz Cristo Rei

Comunidade Matriz Cristo Rei  Bairro Assis Brasil – Ijui/RS

                    Fundação de Ijuí ocorreu no dia 19 de outubro de 1890. À medida que ia se organizando o aspecto político administrativo de Ijuí, os outros setores também começam a dar os seus primeiros passos. Assim, a nova colônia de Ijuí, foi se estruturando no aspecto social, político, econômico, educacional, mas também no religioso.

                   Foi no ano de 1896, que a comunidade católica fundava a Paróquia
Nossa Senhora da Natividade, abrangendo os atuais municípios de Ijuí, Ajuricaba, Augusto Pestana e Coronel Barros. Até o ano de 1921, esta Paróquia pertencia a Diocese de Uruguaiana, depois para a Diocese de Santa
Maria e a partir de 01 de junho de 1971 para a Diocese de Cruz Alta. Mas, algumas comunidades foram se desmembrando. No ano de 1914 foi oficialmente instalada a Paróquia de Ajuricaba e em 1922 a de Augusto Pestana.
                 A cidade de Ijuí, por sua vez, aumentou bastante quanto à população e o desenvolvimento em todos os setores. Por isso, em 1952 foi criada a Paróquia de São Geraldo abrangendo o lado Oeste da cidade do município
de Ijuí, bem como o atual município de Coronel Barros.
                 Foi também devido ao vertiginoso progresso do lado Leste da Cidade de Ijuí, que surgiu a necessidade de um atendimento religioso mais eficiente e permanente à população desta região da cidade. Assim, a comunidade religiosa começa a se aglutinar em torno da Escola. Era a Escola de Capatazes Rurais “Assis Brasil”, fundada em 1943. Depois o Curso Normal Rural na Colônia Modelo, instalado no ano de 1953, e posteriormente, em 1960, o chamado Instituto Municipal de Educação “Assis Brasil” de 1° e 2° Começava assim um movimento em torno da ideia da futura Paróquia Cristo Rei. Aliás, este nome foi sugerido pelo Bispo que residia em Ijuí nesta época, Dom Valmor Batú Vicroski, que foi um grande incentivador desta ideia. Ele dizia que caso fosse estruturado uma nova Capela, e posteriormente uma paróquia, ela deveria receber o nome de Cristo Rei. Aos poucos a ideia foi aumentando e conseguiu empolgar a comunidade.
                As primeiras tratativas em torno do assunto, estabeleciam que a linha divisória devia ser a Rua Doutor Pestana, nas imediações da qual estava localizada a Escola Técnica Ijuí e o Ginásio Duque de Caxias, em 2012 chamada de Escola Estadual de Ensino Médio Ruy Barbosa.
                Inicialmente, desde o ano de 1955, as celebrações eram na Escola do Imeab todos os dias da Semana. Alguns religiosos foram: Frei Libório, Frei Clarêncio, Frei Vergílio, Frei Páscario e Frei Donato.
                Só em 1969, as celebrações dominicais passam para as atuais dependências no Salão Paroquial da Paróquia Cristo Rei. Mas, durante a semana, as celebrações continuam, até o ano de 1974, no prédio do Curso de Economia Doméstica.
                  A Escola sendo dirigida pelos Freis Capuchinhos proporcionava diariamente a celebração da missa, que era assistida nos dias de semana pelos alunos, e aos domingos também por pessoas da comunidade. No ano de 1958, a fim de propiciar uma educação cristã mais eficiente aos alunos que estudavam na escola, vieram trabalhar na mesma as Irmãs do Amor Divino. As irmãs com o apoio dos professores da Escola, além da dedicação à educação, ministravam a catequese aos alunos do Curso Primário e as crianças que residiam no Bairro, isto contribuiu para preparar o ambiente para a criação de uma capela.
                  Está região da cidade, sob o aspecto religioso pertencia a Paróquia de Nossa Senhora da Natividade. Por isso, o Bispo Diocesano determinou que as missas para a comunidade seriam rezadas pelos padres da respectiva Paróquia pertencentes aos seculares. Surgia assim a Capela Cristo Rei, pertencendo a Paróquia da Nossa Senhora da Natividade.
                 A criação da Paróquia já era ventilada e no dia 13 de janeiro de 1963, realizou-se uma reunião nas dependências do atual IMEAB, com a presença de moradores do lado Leste da cidade de Ijuí, com o objetivo de criar uma nova Paróquia. Dirigiu os trabalhos o Padre Luiz Giuliani, encarregado pelo Bispo da Diocese de Santa Maria.
                 Naquela oportunidade foi escolhida a seguinte Comissão Provisória com a finalidade de organizar uma nova Comunidade Religiosa: Presidente – Argemiro Brum; Vice-Presidente – Hilário Domingos Raineski; Primeiro
Secretário – João Francisco Barbosa de Oliveira; Segundo Secretário – Neri de Lemos Costa; Primeiro Tesoureiro – Augusto Baldissera; Segundo Tesoureiro – Emani Pires. Com o passar dos tempos aumentou a presença nas missas por parte dos moradores do Bairro “Assis Brasil”, surgindo à necessidade para adquirir um terreno para a construção da capela. Nesta época surgiram três opções e depois de inúmeras reuniões da comunidade com os dirigentes da Mitra Diocesana de Cruz Alta, ficou decidido que seria o terreno que possui atualmente, por ser mais central. As outras duas opções eram onde hoje é a Praça dos Imigrantes, antigo Cemitério Velho e o outro nas imediações do
Cemitério Novo, perto da Rua Leopoldo Weber. A compra de um terreno retangular que tinham 1oo metros de comprimento por 34 metros de largura, deu-se através de permuta deste terreno que era de propriedade de Antônio Burtet, com uma fração de terra que pertencia para a Mitra Diocesana, situado na Vila Chorão, Município de
Ijuí.

                     No dia 30 de outubro de 1966, foi lançada a Pedra Fundamental do Salão Paroquial. Após inúmeras festas, promoções, campanhas, foram iniciadas as obras de construção, através de recursos oriundos da própria
comunidade. Até o ano de 1969, a missa era celebrada no Salão Nobre do IMEAB, a partir deste ano as cerimônias religiosas passaram a ser efetuadas nas atuais dependências da matriz. No dia 10 de janeiro de 1971, foi oficialmente inaugurado o Salão Paroquial. A partir desta data foi edificada uma parte do Salão de Festas. No ano de 1981, foi construída mais uma etapa do Salão de Festas da Paróquia, adquiridos os bancos para a Igreja e construídos os passeios ao lado e a em frente da sede da instituição. No ano de 1986, foi realizada a ligação do Salão de Festas com a Capela, local onde são feitas as celebrações religiosas.

                   Até o ano de 1962 as atividades religiosas da capela foram dirigidas pelos Padres Capuchinhos. De 1962 a 1973, pelos padres seculares que atuavam na Paróquia Nossa Senhora da Natividade, entre eles citamos: No
período de 1932 a 1964, o Padre Pio José Buzzanello, e com ele os padres: Egidio Mann, Pe. João Roede, Pe. Pio Redin, Pe. Henrique Koch, Pe Roberto.Wanke, Pe Humberto Puntel, Pe. Jerônimo Martini, Pe. Waldemar Engster, e
Pe. Ettore Jachementt.

                   No período de 1964 até 1966, o Pe. Erno EmIlio Luft. No período de 1966 até 1972, o Pe. José Jungblut, e com ele o Pe. Euclides Redim, Edgar Lermen, João Sênio Wickert, e Pe. Cyrillo Basso. Do período de 1972 a 1973,
o Pe. Zeferino Zanata.
                     A partir de 1973, até 15 de março de 1987, a capela foi atendida pelos padres pertencentes à Sociedade de Cristo, vindos da Polônia, dos quais lembramos o Pe. Stanislau Herba, o Pe. José Poszwa, o Pe. Luiz Gazda, o Pe. Zdzíslaw Malczewski, o Pe Andrzej Wegrzyn e o Fe. Francisco Adamczyk. No dia 1° de março de 1987, foi instalada a Paróquia Sagrado Coração de Jesus do Povoado Santana. E logo em seguida, por decisão da Diocese de Cruz Alta a Capela Cristo Rei foi elevada a categoria de Matriz, com a instalação, no dia 15 de março de 1987, para Paróquia Cristo Rei. Tudo foi muito repentino. A decisão do Bispo Diocesano Dom Jacó Roberto Hilgert, pegou a comunidade de surpresa. Também as divisas não ficaram aquelas inicialmente pensadas A nova paróquia foi formada com seis comunidades: Cristo Rei – Bairro Assis Brasil; Sagrada Família -‘Bairro Jardim: São José – Bairro Modelo; Nossa Senhora Aparecida – Bairro XV de Novembro; Nossa Senhora de Fátima – Bairro Lambari; e São Vicente da
Linha 4 Leste.
                      O primeiro pároco foi o Padre Silveste Ottonelli que dirigiu a entidade religiosa no período de 15 de março de 1987 a 13 de janeiro de 1991. 0 segundo pároco foi o Pe. Estacínio Rucci Carpowisz Rocnieski, de janeiro de
1991 até janeiro de 1997. 0 Terceiro foi o Pe Flávio Antônio Rohr de 1997 até 2001, depois Pe Miguel Rossatti de 2002 até 2008, e em 2009, assume Pe. Leôncio Lopes dos Santos, até a data presente de 2012. No ano de 1988, construída a Casa Canônica Provisória, onde funcionou por muito tempo a secretaria da paróquia e a Pastoral da Saúde, No ano de 1989, foi feita uma cerca e passeio ao redor do terreno da Paróquia onde futuramente será edificada a Matriz.
                          No ano de 1991, foi reformado o Salão de Festas da Paróquia e aumentado o tamanho da cozinha que é administrado pela Associação das Senhoras da Paróquia. A partir do ano de 1993, procurou-se com os meios da própria comunidade a construção da Casa Canônica, antiga aspiração dos fiéis da Paróquia, que contou também com um valioso auxílio financeiro da entidade Adveniat de Essen na Alemanha. É uma obra de alvenaria que
possui 240 metros quadrados de área, e que é a atual casa canônica. O atual desafio é um desejo antigo: a construção da nova Igreja Matriz. Pois, embora o senhor Bispo Diocesano, Dom Jacó Roberto Hilgert, em todas as suas visitas a esta comunidade, tenha afirmado que “é fácil construir uma igreja de material, o difícil é construir uma igreja viva”, este desafio foi muitas vezes protelado. Finalmente, durante o ano de 1995, este assunto ganha espaço nas reuniões do Conselho Econômico, aparecendo às primeiras doações. No dia 7 de julho de 1996, houve o solene lançamento da pedra fundamental da nova Matriz e sua construção. No dia 12 março de 2012, deu-se início a construção de um novo e moderno salão Paroquial, pois o que tinha já esta muito danificado pelo tempo e não mais atendendo as necessidades da comunidade.