Diocese

Diocese de Cruz Alta

      Em 1º de janeiro de 1969 o bispo de Santa Maria, Dom Luiz Vitor Sartori, criava o Vicariato Episcopal de Cruz Alta, nomeava Vigário Episcopal Monsenhor Frederico Didonet. A sua instalação tinha como objetivo principal preparar a diocese de Cruz Alta.

     Desde o início, o Vigário Episcopal teve a preocupação no sentido de lançar as bases da futura diocese. Além das questões materiais, queria fazer uma nova igreja local com expressão de fé e comunhão.

     Neste sentido, organizaram um curso para o clero. O estudo foi baseado nos documentos do Concílio Vaticano II, em seus aspectos teológicos, pastorais e organizativos.

     Os encontros para os estudos resultaram num documento publicado no dia 18 de maio de 1971, nove dias antes da criação da diocese (27 de maio de 1971), intitulado “Perspectivas para uma pastoral engajada – Diocese de Cruz Alta”.

     A 30 de junho de 1969, o então Bispo de Santa Maria, Dom Luiz Vitor Sartori, propôs aos Bispos do Rio Grande do Sul, reunidos em Viamão, a criação da nova Diocese. O assunto foi amplamente debatido aquele ano.

     Em 7 de fevereiro de 1970, o senhor bispo de Santa Maria, Dom Luiz, assinava oficialmente a nomeação da comissão pró-bispado.

     Foram muitas as dificuldades encontradas, especialmente na região de Soledade que desejava ser anexada à Diocese de Passo Fundo. Não foi possível devido a não concordância do então bispo de Passo Fundo.

    O Vigário Episcopal formalizava a aquisição do patrimônio necessário para implantar a diocese. Em 30 de novembro de 1970 foram feitos os necessários encaminhamentos para a construção da residência episcopal. Para o funcionamento do secretariado diocesano de pastoral se fariam as necessárias reformas no prédio adquirido junto à Paróquia do Divino Espírito Santo.

    No dia 27 de maio de 1971, com a Bula Papal “CUM CHRISTUS”, foi criada a diocese de Cruz Alta, pelo Papa Paulo VI. Simultaneamente foi nomeado Bispo da nova diocese, Dom Walmor Battú Wichrowski.

     Assim que foi publicada a nomeação do bispo da nova diocese de Cruz Alta, começaram os conflitos. Dom Walmor se desentendeu com a comissão central, com o Vigário Episcopal e com diversos padres da recém criada diocese.

     Não chegou a assumir porque renunciou ao cargo. Dom Aloísio Lorscheiter, secretário geral da CNBB e bispo de Santo Ângelo, acompanhava, em nome da Nunciatura Apostólica, os interesses havidos.

     O mesmo Dom Aloísio, no dia 8 de julho de 1971, após contato pessoal com o Sr. Núncio Apostólico e Dom Érico Ferrari, novo Bispo de Santa Maria, comunicava ao Vigário Episcopal o adiamento da instalação da diocese e posse do seu primeiro bispo. Foi extinto o Vicariato e continuava a jurisdição da nova diocese aos cuidados do bispo de Santa Maria, Dom Érico Ferrari.

     Todas as atividades desenvolvidas durante o ano de 1972, em preparação à chegada do novo bispo foram repletas de entusiasmo. O Pe. José Jungblut, como delegado, mantinha contato permanente com as autoridades eclesiásticas para apressar a nomeação do novo bispo.

     A Tudo andava em ritmo de diocese que estava nascendo da própria realidade regional. As taxas diocesanas passaram a serem recolhidas em Cruz Alta; o monumento de Fátima e a Romaria passaram a ser preocupação da diocese que surgia, porque esse movimento religioso sempre foi um importante instrumento de evangelização.

     No mês de junho de 1972 foi criado o boletim diocesano, “A voz da Diocese”, cujos objetivos eram, e são até hoje, tornar conhecida esta Igreja que quer ser comunhão e participação.

     No final de 1972, a comunidade recebia a noticia da nomeação do Pe. Nei Paulo Moretto, reitor do Seminário Maior de Viamão, como o novo bispo de Cruz Alta. Prepararam tudo para a ordenação do Pe. Nei que pedia para que a celebração de ordenação episcopal se realizasse na Catedral do Divino Espírito Santo, no dia 28 de janeiro de 1973. No mesmo dia da ordenação tomava posse o primeiro bispo de Cruz Alta, Dom Nei Paulo Moretto, e foi instalada definitivamente a diocese de Cruz Alta.

     A solenidade foi presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil Dom Humberto Mazzoni, por Dom Vicente Scherer e por Dom Érico Ferrari. Dom Paulo Moretto foi bispo de Cruz Alta de 28 de janeiro de 1973 até março de 1976.

     Em Cruz Alta já temos agora o quarto bispo diocesano, já que o primeiro, Dom Walmor Battú Wichrowski, ordenado o bispo em 1958, foi nomeado para Cruz Alta em 1972, mas devido à oposição encontrada, renunciou antes de assumir. Veio então em 1973, Dom Nei Paulo Moretto, ordenado a 28 de janeiro de 1973, sendo três anos depois transferido para Caxias do Sul.

     Veio depois, ainda naquele mesmo ano, a nomeação de Dom Jacó Roberto Hilgert, ordenado a 26 de setembro de 1976, ficando até 8 de maio de 2002, quando foi substituído por Dom Frederico Heimler, bispo diocesano que renunciou em 2015. 

     No dia 17 de dezembro de 2014, foi nomeado pelo Papa Francisco como novo Bispo o Padre Adelar Baruffi, da Diocese de Caxias do Sul.

(Nota: Texto retirado do livro de Dom Zeno Hatententeufel, História da Igreja no Brasil e no Rio Grande do Sul. Ed. Pluma, F. Westphalen, 2007, p.126-129. Retirado do site: http://www.forumdaigrejacatolica.org.br/dioc_cruzalta.php

     Diocese de Cruz Alta abrange um território de 34 municípios com uma superfície de 16.704,01km, e uma população em torno de 382.168 mil habitantes.

Situada no noroeste colonial do Estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Cruz Alta.

Pastoralmente está dividida em cinco regiões de pastoral:

Região de Cruz Alta

Região de Ijui

Região de Panambi

Região de Espumoso

Região de Soledade

www.diocesecruzalta.com.br